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Sala de Recursos Multifuncionais (SRM): guia passo-a-passo para implantar

Da adesão no PDDE Interativo à inauguração da sala. O caminho completo, com o que cada fase exige e os erros que travam a implantação no meio.

Equipe Supra AM 28 abr 2026 9 min de leitura
Sumário do artigo
  1. 01Passo 1 — Diagnóstico do AEE na escola
  2. 02Passo 2 — Adesão no PDDE Interativo
  3. 03Passo 3 — Definição da divisão custeio × capital
  4. 04Passo 4 — Pesquisa de preços com 3 fornecedores
  5. 05Passo 5 — Aprovação em assembleia da UEx
  6. 06Passo 6 — Emissão da ordem de compra e nota fiscal
  7. 07Passo 7 — Recebimento e conferência na escola
  8. 08Passo 8 — Instalação e início do atendimento
  9. 09Passo 9 — Prestação de contas no SiGPC

A Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) é o espaço onde a escola realiza o Atendimento Educacional Especializado (AEE) — para alunos com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou superdotação. É uma das ações mais transformadoras do PDDE Equidade, e também uma das que mais geram dúvida na execução.

Passo 1 — Diagnóstico do AEE na escola

Antes de qualquer compra, a escola precisa saber quantos alunos do AEE estão matriculados, quais são as deficiências atendidas e qual o turno do atendimento. Esse diagnóstico determina se a sala será Tipo I ou Tipo II — e quais itens fazem sentido. Comprar máquina Braille em escola que não tem aluno cego é desperdício de recurso e potencial glosa por inadequação pedagógica.

Passo 2 — Adesão no PDDE Interativo

A escola adere ao programa pela plataforma PDDE Interativo, vinculada ao SIMEC. A adesão envolve preencher o Plano de Atendimento, indicar o número de alunos AEE e justificar a necessidade da SRM. Sem essa etapa, o recurso não é liberado — mesmo que a escola já tenha o espaço físico.

Passo 3 — Definição da divisão custeio × capital

Para o PDDE Equidade aplicado em SRM, a maior parte do recurso vai para capital — porque mobiliário, notebook, impressora multifuncional e lupa eletrônica são bens permanentes. O custeio fica para materiais pedagógicos de consumo (jogos, alfabeto Braille em papel, cartelas) e pequenos reparos no espaço físico.

ItemCategoriaObservação
Mesa redonda em MDF para 6 alunosCapitalPermanente, vida útil acima de 2 anos
Cadeiras estofadas com ajuste de alturaCapitalMobiliário
Armário com chaveCapitalMobiliário
Notebook educacionalCapitalEquipamento de TI
Lupa eletrônica de mesa (SRM Tipo II)CapitalTecnologia assistiva
Alfabeto móvel emborrachadoCusteioMaterial pedagógico de consumo
Jogos pedagógicos diversosCusteioConsumo
Material dourado em madeiraCusteioMaterial pedagógico

Passo 4 — Pesquisa de preços com 3 fornecedores

A UEx coleta no mínimo três orçamentos para a lista. Se algum item for muito específico (lupa eletrônica de determinado modelo, por exemplo), a justificativa precisa estar registrada em ata da reunião do conselho. Fornecedor único só se demonstrado tecnicamente que não há similar no mercado.

Passo 5 — Aprovação em assembleia da UEx

A aplicação dos recursos deve ser planejada e aprovada em reunião da UEx, com registro em ata, garantindo a participação da comunidade escolar.
Fonte:Resolução CD/FNDE/MEC nº 15/2021, art. 7º

Sem ata aprovando a aquisição, a compra é irregular — mesmo que o orçamento esteja correto. A ata vira parte da prestação de contas.

Passo 6 — Emissão da ordem de compra e nota fiscal

A nota fiscal precisa vir em nome da UEx (não da escola, não da prefeitura, não do diretor) com o CNPJ correto. Descrição detalhada por item, valor unitário e categoria econômica compatível.

Passo 7 — Recebimento e conferência na escola

  • Conferir item por item com o romaneio antes de assinar.
  • Tirar foto de cada item recebido — vai para o arquivo da prestação.
  • Testar os equipamentos eletrônicos antes do entregador sair.
  • Assinar canhoto sem abrir a caixa "para não atrasar o entregador".
  • Deixar a conferência para o dia seguinte — qualquer falta vira problema do entregador, não do fornecedor.

Passo 8 — Instalação e início do atendimento

Mobiliário montado, equipamentos configurados, profissional do AEE designado. Idealmente, a escola registra fotos da sala em uso e do material em funcionamento — material útil tanto para prestação de contas quanto para inspirar outras escolas da rede.

Passo 9 — Prestação de contas no SiGPC

Toda a documentação (ata, três orçamentos, nota fiscal, extrato bancário, fotos) sobe no SiGPC dentro do prazo. SRM bem documentada quase nunca recebe diligência da CGU ou do FNDE.

Aviso editorial

Conteúdo de caráter informativo e educacional, preparado pela equipe da Supra AM com base em legislação, resoluções e documentos públicos vigentes na data de publicação. Programas, prazos e regras do FNDE, MEC e demais órgãos federais podem ser atualizados a qualquer momento. Antes de tomar decisões administrativas, financeiras ou de execução, confirme as regras atuais diretamente nas fontes oficiais indicadas ao longo do texto — em especial gov.br/fnde, gov.br/mec e o portal planalto.gov.br. O conteúdo deste artigo não constitui consultoria jurídica, contábil ou parecer técnico vinculante. A Supra AM não se responsabiliza por interpretações, decisões ou prejuízos decorrentes do uso destas informações sem confirmação em fonte oficial. Marcas, logotipos e nomes de programas governamentais citados pertencem aos respectivos órgãos públicos e são mencionados em contexto puramente informativo. Imagens ilustrativas. Veja os termos completos.

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